Destaque Jurídico

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15/01/2020

Destaque jurídico: Cobrador de ônibus que perdeu o pé esquerdo em acidente de trabalho é indenizado

O colegiado considerou que a empregadora (Expresso São Francisco LTDA.) colocou a integridade física do trabalhador em situação de risco, elevando os valores das indenizações por danos morais e estéticos e da pensão vitalícia estipulados na sentença.
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13/01/2020

Destaque jurídico: Reconhecimento da renúncia tácita de crédito por inércia é inaplicável

A 6ª Turma do TRT/RJ afastou a renúncia aos créditos trabalhistas e determinou o retorno dos autos à vara de origem, para prosseguimento da execução.
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08/01/2020

Destaque jurídico: Sindicato não é obrigado a apresentar, com a inicial, rol dos empregados substituídos

O relator também ressaltou que o Tribunal Superior do Trabalho cancelou, há mais de quinze anos, a Súmula 310, que exigia a lista dos empregados substituídos.
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18/12/2019

Destaque jurídico: 3ª Turma do TRT/RJ decide que trabalhadora residente fora do país pode ser ouvida por videoconferência

O colegiado considerou o fato de ter passado a residir fora do país como um motivo poderoso para que a obreira não tivesse comparecido na audiência inicial.
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16/12/2019

Destaque jurídico: Consórcio é condenado a indenizar operário por acidente ao descarregar caminhão

O desembargador Célio Juaçaba entendeu que a atividade desenvolvida pelo trabalhador apresentava risco acentuado, aplicando-se, na hipótese, a teoria do risco.
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11/12/2019

Destaque jurídico: INDEFERIDA INDENIZAÇÃO A OPERADORA DE CAIXA QUE SE SENTIA AGREDIDA MORALMENTE COM SISTEMA DE CÂMERAS DA EMPRESA

O colegiado considerou que o fato de haver câmera de segurança em local onde as trabalhadoras guardam seus pertences não é suficiente para o reconhecimento da agressão moral.
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09/12/2019

Destaque jurídico: EXPOSIÇÃO A AGENTES TÓXICOS GERA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS

Na ação trabalhista, o empregado alegou que era exposto a substâncias tóxicas .
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AUXILIAR DE COZINHA QUE SOFREU LESÕES IRREVERSÍVEIS DEVIDO À QUEIMADURA COM MAÇARICO RECEBERÁ PENSÃO VITALÍCIA

Notícias do TRT/RJ


A 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ) condenou a lanchonete Porto Feliz Café e Vídeo LTDA. a pagar indenização por dano moral (R$ 21 mil), dano estético (R$ 10 mil), além de pensão vitalícia (no valor da última remuneração) a uma ajudante de cozinha. Ela foi atingida no local do trabalho por um maçarico usado por um colega, tendo sofrido queimaduras que acarretaram lesões irreversíveis na perna direita. O colegiado seguiu, por unanimidade, o voto da relatora do acórdão, desembargadora Tania da Silva Garcia, atribuindo à lanchonete a prática de ato capaz de macular a intimidade e vida privada da profissional.

A ajudante de cozinha afirmou, na inicial, que desempenhava suas atividades laborais quando sofreu grave acidente com maçarico que acarretou lesões irreversíveis no tornozelo, pé e na perna direita. Por isso, pleiteou na Justiça do Trabalho o pagamento de indenização por dano moral, estético e material (pensão vitalícia).

A testemunha da empresa declarou, em audiência, que levou a trabalhadora, após o acidente, ao hospital Miguel Couto. Ela teria se recusado a fazer uma raspagem e elas se dirigiram a outro hospital, no qual foram realizados outros procedimentos médicos.

No primeiro grau, a juíza do Trabalho Juliana Pinheiro de Toledo Piza, em exercício na 19ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, utilizou como base da sentença o laudo pericial produzido e condenou a lanchonete ao pagamento de R$ 21 mil, a título de indenização por dano moral, de R$ 10 mil, pelo dano estético provocado, e de pensão vitalícia no valor de sua última remuneração na função de ajudante de cozinha.

A lanchonete recorreu da decisão, argumentando que ficou caracterizada a culpa, senão exclusiva, no mínimo concorrente da vítima, ante a sua recusa em realizar os procedimentos médicos (raspagem) em seu primeiro atendimento, o teria levado ao agravamento da moléstia sofrida. A empregadora também argumentou que o valor arbitrado era excessivo e que arcou com várias despesas (remédios, tratamento fisioterápico, manutenção do plano de saúde mesmo após a ruptura do contrato, entre outras).

Em seu voto, a desembargadora Tania da Silva Garcia alegou ser indiscutível o nexo de causalidade entre o acidente e a atividade desempenhada pela trabalhadora. Ela frisou que o empregador responde objetivamente pelos atos de seus empregados e prepostos cometidos no exercício do trabalho e que não há como não reconhecer que as consequências do acidente de trabalho resultaram em aflições, angústias, sensação de infelicidade e desequilíbrio para trabalhadora.

A magistrada considerou que as lesões sofridas pela auxiliar de cozinha não a tornaram incapacitada para o trabalho, mas limitaram sua capacidade funcional, dificultando sua reinserção no mercado de trabalho. Dessa forma, acompanhou a decisão da primeira instância.  

Nas decisões proferidas pela Justiça do Trabalho, são admissíveis os recursos enumerados no art. 893 da CLT.

PROCESSO nº 0010275-45.2013.5.01.0019

 Assinatura AIC