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ESCOLA JUDICIAL DO TRT/RJ ENCERRA ANO LETIVO NESTA 2ªF (9/12)

encerramento do ano letivo
Data de criação: 09/12/2019 14:32:00

Uma palestra com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto e a exibição do documentário “Eu, um outro, uma experiência na Justiça do Trabalho”, seguido de um debate sobre o filme, encerraram o ano letivo da Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (EJ1 - TRT/RJ) na manhã desta segunda-feira (9/12). O evento ocorreu no Centro Cultural da Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

Em sua palestra, o ministro do STF ressaltou o valor da Constituição Federal Brasileira, em especial no que diz respeito às questões afetas ao mundo do trabalho. “Nenhuma constituição no mundo falou tão bem do trabalho como a nossa. Temos uma constituição extremamente virtuosa para criar condições de centralidade individual e coesão social”, disse ele.

O magistrado lamentou que no cenário atual de crises  – econômica, social, política e institucional  –  estamos “andando de costas para a constituição”. “Nosso desafio é fazer dela uma ‘mesa redonda’ para discutir os problemas do Brasil e buscar saídas por ela e não fora dela, como muitos desejam”, observou o ministro, fazendo um apelo em defesa da constituição e do estado democrático de direito. “A democracia não se vence por nocaute, mas sim por acúmulos de pontos”, concluiu.

ALTERIDADE EM FOCO

Na sequência, houve exibição do documentário “Eu, um outro, uma experiência na Justiça do Trabalho” e debate sobre o filme. Produzido pela EJ1, o filme é fruto do projeto “Vivendo o trabalho subalterno”, por meio qual magistrados da Justiça Trabalhista da 1ª Região vivenciam um dia ocupando um posto de trabalho em posição subordinada, como garis, faxineiros, copeiros, cobradores de ônibus, operadores de caixa, entre outros. O projeto, que começou em 2017 e está na terceira edição, também rendeu um livro.  

Na abertura do encontro, o diretor da Escola Judicial, desembargador Marcelo Augusto Souto de Oliveira, observou que desenvolver a alteridade – proposta principal do “Vivendo o trabalho subalterno” – é algo fundamental na formação dos magistrados e tem sido uma meta perseguida pela EJ1. Ele mesmo participou da iniciativa, vivenciando um dia como gari. “Esse projeto é algo que espero ver como experiência continuamente disponível na EJ1 e que deve ser replicado com outros juízes, tantos quantos assim desejarem”, disse ele, no livro que traz o relato de 12 magistrados participantes.

 

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